Corpos de vítimas de acidente em Petrópolis começam a ser enterrados na Grande BH

Famílias se despedem de vítimas de acidentes com ônibus Começaram a ser enterrados nesta terça-feira (18), em cemitérios de Belo Horizonte e da Região Me...

Corpos de vítimas de acidente em Petrópolis começam a ser enterrados na Grande BH
Corpos de vítimas de acidente em Petrópolis começam a ser enterrados na Grande BH (Foto: Reprodução)

Famílias se despedem de vítimas de acidentes com ônibus Começaram a ser enterrados nesta terça-feira (18), em cemitérios de Belo Horizonte e da Região Metropolitana, os corpos de sete das dez vítimas do acidente envolvendo um ônibus de turismo clandestino em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, na madrugada de domingo (16). O veículo havia saído da capital mineira em direção a Copacabana, na Zona Sul do Rio, e, por volta das 4h30, tombou na altura do km 91 da BR-040. A rodovia estava em obras e ficou interditada por quatro horas para os trabalhos do Corpo de Bombeiros. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Às 13h desta terça, o corpo de Ketelyn Polyane Alves de Oliveira, de 19 anos, foi enterrado no Cemitério da Saudade, na Região Leste de Belo Horizonte. Ela estava grávida e esperava um menino. Em entrevista à TV Globo, a prima da jovem revelou detalhes da viagem de Ketelyn, que planejava conhecer o Rio pela primeira vez. "Ela resolveu fazer uma surpresa para a família e era um bate-volta no único dia que ela tinha de folga na semana. Seria a última viagem dela com o namorado antes do neném chegar", disse Luisa Marra. Segundo a família, Ketelyn faria a última viagem antes do nascimento do bebê. A jovem estava grávida de quatro meses. "Ela era muito alegre, ela que unia a gente. Nos Natais, ela era a primeira a chamar para organizar. A nossa família não vai ter Natal, não vai ter festa, porque ela que unia todo mundo", afirmou Luisa. Quatro das dez vítimas eram moradoras da Vila Acaba Mundo, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O velório delas foi realizado de forma coletiva na sede da Associação Querubins. Familiares e amigos seguiram em carreata para o Cemitério da Saudade e também ocuparam quatro ônibus. Além de coroas de flores, eles levaram balões brancos em homenagem às vítimas. Foram sepultadas Luciana Ferreira Carvalho, de 53 anos, a filha dela, Jhennifer Ferreira Carvalho, de 33, Priscilla de Souza Braz, também de 33, e a sobrinha dela, Lavínia Eduarda Souza Dias, de 7 anos. Maria Luisa Pereira de Souza, mãe de Lavínia e irmã de Priscilla, lamentou a perda das duas. "Minha filha tinha um futuro pela frente, apenas sete anos. [...] Nunca mais vou ver minha filha, então é um vazio que fica dentro do meu peito. Eu perdi a minha filha e a minha irmã, minha única irmã", disse. Fernanda Talita Alves, amiga de Jhennifer, também prestou homenagem às vítimas. "Ela era uma pessoa que, onde chegava, transbordava felicidade. Ela arrancava sorrisos no seu momento de tristeza", afirmou. Keyla Perucci da Silva, de 35 anos, que deixa um filho de 13 anos, também foi velada e enterrada nesta terça-feira. As cerimônias foram realizadas no Cemitério da Paz, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Na tarde desta terça-feira, Dayanna de Lima Viana, de 36 anos, foi enterrada em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No mesmo cemitério, estão previstos para esta quarta-feira (19) os sepultamentos das amigas Vânia Elida de Jesus, de 33 anos, Natália Fimiano de Barros, de 34, e Alessandra Pereira, também de 34 anos. Enterro de vítimas do acidente na Serra de Petrópolis Reprodução/TV Globo Viagem clandestina A criança e as nove mulheres que morreram no acidente viajavam de Belo Horizonte para a Praia de Copacabana em uma excursão bate-volta organizada pela Estrela Guia Turismo. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o veículo registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, que possui comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda, não estava habilitado para viagens interestaduais. Além disso, a agência informou que não localizou nenhuma empresa habilitada com o nome Estrela Guia Turismo. Por isso, a viagem é classificada como clandestina. O Ministério do Turismo informou ainda que o cadastro da empresa estava vencido havia três anos. Segundo o Corpo de Bombeiros, 56 pessoas foram atendidas na ocorrência, e ao menos 23 pessoas deram entrada em unidades de saúde. Familiares das vítimas cobram justiça. "É revoltante saber que tem uma empresa ganhando dinheiro fora da lei. Um acidente é um acidente, mas foi uma sequência de erros que poderiam ter sido evitados desde o início da viagem", afirmou Luisa Marra, prima de Ketelyn Poliane. Maria Luisa Pereira de Souza também cobrou responsabilização pelo acidente e afirmou que o ônibus trafegava em alta velocidade. "Nada traz ela de volta. Vai ficar uma dor enorme dentro do meu peito. Minha filha, minha irmã se foram", disse. Dez pessoas que saíram de Belo Horizonte morrem após ônibus tombar em Petrópolis, no Rio de Janeiro. TV Globo Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

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